Beauty: Rejuvenescimento facial vai além da pele e passa pelos músculos do rosto, apontam estudos

Procedimentos modernos, indolores e não-invasivos ajudam a reduzir a flacidez, além de recuperar firmeza e equilíbrio da aparência.

Por muito tempo, falar em rejuvenescimento facial era quase sinônimo de procedimentos invasivos. Hoje, a ciência mostra que o cuidado com a aparência vai além da pele e é preciso olhar também os músculos do rosto, responsáveis pela sustentação, contornos e harmonia facial.

De acordo com um estudo publicado no Journal of Cosmetic Dermatology, o envelhecimento facial envolve alterações progressivas nesses músculos, com perda de tônus, força e volume, fenômeno associado à flacidez e à mudança do formato do rosto ao longo do tempo. Esse processo contribui para o chamado “derretimento” da face, quando tecidos perdem sustentação e sulcos se tornam mais evidentes.

Pesquisas também mostram que, assim como acontece com outros músculos do corpo, os músculos faciais sofrem um tipo de atrofia relacionada à idade, semelhante à sarcopenia, tema amplamente discutido na literatura médica sobre envelhecimento muscular.

É nesse cenário que tecnologias não invasivas que combinam estímulo muscular e recursos voltados à qualidade da pele começam a ser incorporadas à prática clínica. “Hoje sabemos que tratar apenas a superfície não é suficiente. A musculatura facial também envelhece e influencia diretamente na sustentação da face”, explica a dermatologista Daniela Aidar.

Segundo a médica, protocolos modernos associam estimulação muscular dinâmica, radiofrequência e técnicas de microperfuração controlada, com o objetivo de favorecer a tonificação muscular e estimular colágeno e elastina. A proposta é promover melhora progressiva do contorno facial, da firmeza e da textura da pele, sem cortes ou tempo prolongado de recuperação.

Dentro desse grupo de tecnologias está o TriLift, plataforma desenvolvida pela Lumenis – empresa israelense de equipamentos médicos – comercializada no Brasil pela Contourline.

O sistema reúne recursos de estimulação muscular dinâmica, radiofrequência e microagulhamento com profundidade controlada, utilizados com o objetivo de atuar na musculatura facial e nas camadas mais profundas da pele. “O tratamento combina estimulação muscular dinâmica com radiofrequência e microagulhamento robótico com profundidade controlada, atuando diretamente nos músculos faciais e nas camadas profundas da pele. A tecnologia foi desenvolvida para promover tonificação muscular, estímulo à produção de colágeno e melhora da textura da pele, contribuindo para efeito de melhora da sustentação facial, sem necessidade de cirurgia”, explica a Dra. Daniela Aidar, dermatologista.

De acordo com a médica, no envelhecimento facial, os músculos da região inferior da face tendem a perder tonicidade com o passar dos anos, contribuindo para a queda das bochechas, formação de papada e alteração do contorno mandibular. Os músculos do terço superior da face também passam pelo mesmo processo de perda de tônus, levando à queda do olhar e à piora das bolsinhas das pálpebras inferiores.

Estimulação ativa dos músculos da face

A ideia é promover uma estimulação muscular ativa, focando especialmente nos músculos que têm a função de elevar a face. A proposta do tratamento é atuar na abertura do olhar, no reposicionamento das bochechas, na melhora do contorno facial e da papada, trabalhando a musculatura elevadora responsável pela sustentação. A radiofrequência aquece camadas profundas da pele, estimulando colágeno e elastina, enquanto o microagulhamento potencializa a renovação cutânea. As sessões são rápidas, com duração média de 20 a 30 minutos, e permitem que o paciente retome suas atividades logo após o procedimento.

Outro diferencial da técnica não invasiva proporcionada pelo protocolo está no pós-tratamento simples. “Como não há cirurgia, os cuidados envolvem principalmente o uso adequado de protetor solar, hidratação da pele e acompanhamento profissional. Ainda que o procedimento seja seguro, especialistas reforçam a importância de orientação médica para minimizar riscos e garantir resultados consistentes”, alerta a dermatologista.

A médica ainda complementa: “Hoje sabemos que tratar apenas a superfície da pele não é suficiente. Os músculos do rosto também envelhecem e precisam ser estimulados. Essas tecnologias ajudam a recuperar o tônus muscular e melhorar a sustentação facial de forma segura. Quando esse cuidado é associado a hábitos como boa alimentação, hidratação adequada, uso diário de protetor solar e uma rotina consistente de cuidados com a pele, os resultados tendem a ser mais naturais e duradouros”.

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