Combate à obesidade: luta é mais intensa durante pandemia

O surto viral da covid-19 ainda é uma realidade para os brasileiros. O cenário pandêmico assola o Ceará e representa um perigo ainda mais acentuado para um público específico. Outubro é o mês que marca a luta nacional de prevenção da obesidade e o problema de saúde tem relação muito aproximada – e perigosa – com o coronavírus. Os caminhos acabam se cruzando e podem, em alguns casos, ser fatais.

Doença crônica e progressiva, a obesidade está presente na vida de aproximadamente 700 milhões de pessoas – divididas em 600 milhões de adultos e 100 milhões de crianças, de acordo com números da Organização Mundial de Saúde (OMS). O panorama no Brasil mostra que mais da metade da população em geral está com sobrepeso, o que representa um dado alarmante.

Ligações arriscadas

Indo direto ao ponto e trazendo para o viés atual, os estudos comprovam que o portador de obesidade possui uma maior probabilidade de desenvolver o aspecto mais grave da covid. Estar muito acima do peso ideal ocasiona uma aceleração gradativa da doença, potencializando o risco de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, por consequência, elevando as chances de morte.

Doutor Fernando Brito, coordenador do curso de Nutrição da Estácio, detalha o porquê de todo esse temor com relação aos obesos neste período e detalha os aspectos que fazem com que as pessoas, nessas condições físicas, acabem precisando tomar cuidados redobrados com o coronavírus.

“A obesidade é o estado de inflamação do corpo de um indivíduo. Existe uma série de fatores metabólicos que contribui para o surgimento de outros problemas crônicos e que podem ser consideradas como comorbidades da obesidade. Geralmente, uma pessoa muito acima do peso sofre com pressão alta, predisposição à diabetes e também pode possuir algumas restrições respiratórias. Outro fator importante é relacionado à pressão que a gordura exerce sobre o diafragma, impedindo a movimentação normal do pulmão, ou seja, alguém com o peso além do convencional para sua estrutura já possui fatores de risco naturalmente, que podem ser muito agravados quando existe a infecção pela covid”, diz.

Quarentena

E as contrariedades não param por aí. Devido às medidas de isolamento social, que restringiram a população em quarentena por vários meses, são comuns os relatos de que as preocupações com o vírus, a impossibilidade de sair, a má alimentação, aliadas a outros transtornos, fizeram com que milhares de pessoas ganhassem muitos quilos em um curto espaço de tempo. O coordenador da Estácio chama a atenção para o necessário equilíbrio entre pilares vitais e dá dicas para uma vida muito mais saudável, tudo para combater novos – e possíveis – casos de obesidade.

“Precisamos pensar na saúde de uma forma macro e que ela interage diretamente com outros fatores vitais. A saúde está relacionada à alimentação, mas também se liga ao lado físico e mental. Então, diante de situações de alta carga de estresse, se alinharmos esses pilares, fatalmente encontraremos equilíbrio e desenvolveremos saídas para o dia a dia. É importante, estando diante de um isolamento – que ainda pode vir a acontecer novamente de maneira mais restrita -, se manter ativo, dividindo alimentações, angústias, situações agradáveis e etc”.

“Esse momento que estamos vivendo também serve para nos conhecermos melhor, para conhecer coisas novas, fazer descobertas até de temperos, alimentos e coisas que estavam ali o tempo todo. Se você vai ao supermercado procure por produtos que nunca tenha consumido, busque novas formas de se alimentar. Dá para comer bem, de modo saudável, sem transformar isso em algo chato, enfadonho”, completa Fernando.

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