Parada LGBTQIA+: Camarote Virtual Solidário arrecada cestas básicas

A Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo celebra neste domingo (6), a 25ª edição com uma programação inteiramente virtual com o tema HIV/Aids: Ame + Cuide + Viva +.

A Agência de Notícias da Aids montou seu 18. Camarote Solidário, também virtual, numa live com ativistas e especialistas que discutiram o cenário dos 40 anos da Aids.

Com apresentação da jornalista Roseli Tardelli, da Agência Aids, e a drag Dindry Buck. O presidente do Sesc, Danilo Santos de Miranda, abriu o camarote afirmando que patrocinar o Camarote é apoiar a causa LGBTQIA+ é uma questão de afirmar o propośito de educação que mostre às pessoas o que somos é o que fazemos. “Olhar dentro de nós de maneira igualitária é entender onde estão as barreiras e como trabalhar as questões que possam tirar o Brasil desse atraso, com pensamento da Idade Média, é combater a igualdade. O Sesc sempre trabalhou com ações e artistas que criam provocação que faz a sociedade refletir”, comentou.

O Sesc tem como política interna respeitar os direitos civis das pessoas, com o reconhecimento de relacionamentos hetero ou homoafetivo, com direito de seguros para toda família. “Sugerimos que todas as empresas tirem o resquício de “cancelamento” e combata a homofobia. Sem solidariedade não temos saída”. concluiu Danilo Miranda.

Um encontro emocionante reuniu as primeiras ativistas da causa da Aids – Nair Brito e Aurea Abadde, presidente da ONG Gapa SP. Pioneiras na luta dos direitos das pessoas com HIV/Aids, Nair lembrou que nos anos 80 muitos achavam que os aidéticos tinham que morrer.

“Ainda bem que tem pessoas que pensavam o contrário. Nos anos 90, juntamos experiências e pessoas do mundo todo dispostas a dar importância à vida. Juntos nós vivemos melhor e numa sociedade mais justa. Construímos caminhos para conseguir os medicamentos e, hoje, temos que voltar a construir pontes para caminhar juntos. Precisamos nos indignar com as demandas pela vida”, lembrou Nair Brito, a primeira a processar o estado brasileiro e conseguir a medicação para pessoas com Aids.

A advogada Aurea Abbade lembrou que a primeira petição foi um pedido humanitário e o juiz deliberou a medicação. “Liguei para o médico referência, Dr. Paulo Teixeira e ele me disse que tínhamos conseguido o caminho das pedras. Assim começou o direito de distribuição gratuita do coquetel aos portadores. A vida é inegociável”, lembrou Dra. Aurea.

A arrecadação de alimentos para pessoas com HIV e Aids em estado de vulnerabilidade, realizada pelo Camarote Virtual Solidário da Agência Aids, vai até 25 de junho. Doação por QR Code e link de acesso nas redes sociais e site da Agência Aids – www.agenciaaids.com.br

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