Crítica: Jurassic World Domínio tem cenas empolgantes, mas não entrega o que promete

Chega aos cinema nesta quinta, Jurassic World: Domínio final da trilogia Jurassic World. O filme se passa quatro anos após a destruição da Ilha Nublar, e os dinossauros agora vivem – e caçam – ao lado de humanos em todo o mundo. Esse equilíbrio frágil remodelará o futuro e determinará, de uma vez por todas, se os seres humanos continuarão sendo os principais predadores em um planeta que agora compartilham com as criaturas mais temíveis da história. Classificação indicativa 12 anos, contém violência e linguagem imprópria.

Crítica

A Universal Pictures apresentou uma sequência que abriu portas para que Jurassic World: Domínio (Jurassic World: Dominion, 2022) mostrasse como os dinossauros iriam se comportar no mundo ao lado dos humanos. O que criou uma boa expectativa, pois as duas espécies iriam conviver juntas, e no terceiro filme saberíamos as consequências disso, certo? Não! Os produtores não conseguiram entregar um filme que concluísse tudo o que foi apresentado até aqui. Jurassic World: Domínio termina da mesma forma onde começa e dá a sensação que estamos vendo um loop infinito da franquia e não o final. Passamos quase 2 horas e meia vendo as mesmas ideias, frases, situações e problemas se solucionando de maneira milagrosa!

O filme não é ruim, e tem cenas super empolgantes, mas a única justificativa para a continuidade da franquia é a nostalgia gratuita, pois não acrescenta e não consegue dá um encerramento digno à história. Apesar de focar em uma vertente interessante e atual: o que acontece se a iniciativa privada e as grandes empresas ficassem responsáveis por estudar os dinossauros e usarem o DNA deles para uso tecnológico próprio? É genial imaginar como os dinossauros seriam utilizados para aumentar os lucros das empresas e como isso iria prejudicar a humanidade, levando a sua provável extinção. Infelizmente, boas ideias, nem sempre significam bons resultados.

Os fãs vão adorar ver os velhos protagonistas se encontrando com a nova geração, de uma maneira bem natural que se encaixa dentro da trama. Jeff Goldblum é o grande alívio cômico do filme, já Dern e Neill  tem o arco narrativo mais importante do filme, pois vão tentar expor a empresa por trás dos experimentos envolvendo os gafanhotos gigantes e ainda resolver seu relacionamento iniciado no primeiro filme, quando eles se separaram por que ela queria ter filhos e ele não. Apesar desse encontro de gerações ser bem divertido, por um momento me lembrou Velozes e Furiosos, onde o elenco vivia aumentando e todo mundo sempre escapava do perigo de forma bem absurda.

Mas e o domínio dos dinossauros? Domínio que nada, eles são muitas vezes são apenas pano de fundo para as cenas de ação centradas nos personagens. Não são mais a grande ameaça, como acontecia na 1ª trilogia e no primeiro Jurassic World, e os “mocinhos” sempre lidam com eles com facilidade, sempre que aparecem. Aliás, em algumas cenas, eles chegam na hora h para ajudá-los, o que é um ponto negativo.

Jurassic World: Domínio vai agradar o público em geral, principalmente quem gostou da 2ª trilogia. E mesmo com problemas de roteiro, diverte e vale a ida ao cinema. Dica: assista em tela grande e com o melhor sistema de som possível, a experiência vai ser mais interessante.

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