Cultura: Confira as exposições em cartaz no Dragão do mar

012- Série Roror- acrílica sobre madeira 14 x 1 cm ano 2017

Saiba quais são as exposições em cartaz no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura!

► Locus – Pinturas de Adriana Maciel

O Museu da Cultura Cearense apresenta a Exposição “Locus – Pinturas de Adriana Maciel”, contemplada pelo Prêmio Funarte Conexão Circulação Artes Visuais – Galerias Funarte de Artes Visuais São Paulo / Ceará – Museu da Cultura Cearense, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. A mostra “Locus – Pinturas de Adriana Maciel” é uma síntese do trabalho de Adriana nos últimos anos de sua carreira. Cerca de 25 obras – entre telas, objetos pictóricos e instalações – irão compor a exposição que permanece em visitação até o dia 7 de abril de 2019.

A exposição, que já passou pela Galeria Funarte de Artes Visuais, em São Paulo, propõe um jogo lúdico com a percepção do espectador. A mostra é dividida em 13 telas da série Com-partimentos, 10 objetos pictóricos das séries Núcleos e Rotor, e mais duas instalações: Trajetória e Órbitas.

Pela primeira vez expondo em Fortaleza, Adriana afirma que apesar da diversidade de vertentes reunidas, “Locus – Pinturas de Adriana Maciel” pode ser interpretada como uma única instalação, pois reúne elementos que conferem unidade aos trabalhos. Propondo um jogo lúdico com a percepção do espectador, a mostra explora relações entre conceitos que a princípio se opõem. Uma mesma figura pode se apresentar condensada ou ampliada, sugerindo compressão ou dilatação.

A mostra estabelece alguns conceitos como ausência e presença, esgarçamento e permanência, dentro e fora, realidade e ficção, excesso e nada, superfície e profundidade, coesão e desdobramento. O conjunto das obras traz uma leitura poética de representações de lugares e pequenas construções, como: vãos, frestas, aberturas, que dialogam com o espaço expositivo, numa abordagem entre a realidade e a imaginação. “Locus – Pinturas de Adriana Maciel” é realizada pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), Ministério da Cultura e  Governo Federal.

Sobre Adriana Maciel

Adriana Maciel nasceu em Belo horizonte, vive e trabalha no Rio de janeiro. Formada em pintura e licenciatura na UFMG (1990, 1992) e no curso Aprofundamento em Artes Visuais da Escola de Artes Visuais Parque Lage (1995). Artista visual, trabalha com pintura, desenho, fotografia e vídeo. Participou de exposições individuais e coletivas no Brasil e exterior. Realizou exposições individuais em Instituições Culturais como: Centro Cultural Cemig (1996) Paço imperial (RJ- 1997), Funarte (RJ- 1998,2008, 2018), Centro Cultural dos Correios (RJ-2004), Palácio das Artes (BH-2015) e galerias de arte em Belo Horizonte em 1996, São Paulo em 2004 e Rio de Janeiro em 2006.

Entre as exposições coletivas, destacam-se: Rumos Visuais – Itaú Cultural, SP-1999-2000, Projeto Abra/ Coca-Cola- Centro Cultural Vergueiro, SP-1998, SP-Arte – Parque Ibirapuera, SP-2005, Caixa Cultural RJ-2001, Arquivo Geral-Centro Cultural Hélio Oiticica, RJ -2006. MAM-RJ-2008, Galeria do Mosteiro de Alcobaça- Portugal- ano comemorativo do Brasil em Portugal.

Ganhou os prêmios:  Projeto Macunaíma – Funarte- RJ-1998, Prêmio Projéteis Funarte de Arte Contemporânea, RJ-2008, Prêmio Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 7ª e 9 ª edição-2010 e 2013, Edital Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado/Ocupação Palácio das Artes BH-2015, Prêmio Funarte Conexão Circulação Artes Visuais-2016. Foi indicada para a bolsa CIFO – Cisneros Fontanals Art Foundation / Miami (2007).

Em cartaz até dia 7 de abril de 2019, no Museu da Cultura Cearense. Visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 19h (acesso até 18h30), e aos sábados e domingos, das 14h às 21h, (acesso até 20h30). Acesso gratuito. Classificação indicativa: Livre.

► “Blow Up”, de Eduardo Odécio

Eduardo Odécio Camelo de Almeida é um artista nascido em Fortaleza, Ceará, em 1954. Enquanto tocava uma bem-sucedida carreira como diretor de arte e criação no mundo da publicidade, produzia seus trabalhos de pintura e desenho, premiados em exposições coletivas como a Unifor Plástica e o Salão de Abril em Fortaleza, e mostras como o Salão de Arte Contemporânea de Pernambuco.

Retratista de talento, Dudu vem produzindo portraits a óleo e tinta acrílica com regularidade, enquanto desenvolve em paralelo trabalhos expressionistas e abstratos com tinta acrílica e intervenções a pastel e carvão. A partir da troca de ideias com o artista americano Russ Potak, de Massachussetts, e seu estilo neo-expressionista, desenvolveu um estilo próprio que agora mostra sua técnica na exposição individual Blow Up, no Centro Dragão do Mar. Patrocinada pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, na mostra, telas de grande tamanho dividem o espaço da galeria com telas de pequenas dimensões, caracterizando sua técnica autorreferencial do blow up, explorando detalhes das próprias obras, descobrindo possibilidades pictóricas em novas telas, até seus limites.

Blow Up vai nos fazer entender em uma estética que não sabíamos que existia

“Eu tinha 15 anos. Estudava no Colégio Equipe na Caio Prado, em Sampa, de onde saí da aula um dia flanando e fui ao cinema. Assisti ao filme mais importante da minha vida, num velho cinema de arte que logo depois fechou. O filme era “Blow Up”, uma produção de Carlo Ponti, rodado na Inglaterra, com a fotografia de Carlo Di Palma e dirigido por Michelangelo Antonioni. Talvez este seja o mais importante filme da sua carreira.

No filme, o fotógrafo Thomas (David Hemming) é um dândi irresponsável e caprichoso que um dia fotografa um casal num parque e depois ao ampliar a foto, descobre ao fundo que talvez tenha registrado um assassinato. A técnica lembra um estilo de pintura pós-impressionista, caracterizado por cores lisas, delimitadas por fortes contornos escuros.

Quando conversava com Dudu sobre sua exposição, vimos a semelhança de Blow Up com o cloisonnisme de Paul Gauguin. A exposição tinha que se chamar Blow Up. Ele concordou imediatamente.

“Olhe para os excelentes artistas japoneses e verá a vida retratada ao ar livre e ao sol sem sombras, a cor a ser usada apenas com a combinação de tons, diversas harmonias, dando a impressão de calor”, dizia Gauguin.

A pintura de Eduardo Odécio é isso: uma explosão de cores delimitadas por contornos que remetem à técnica do cloisonné, onde arames (cloisons ou compartimentos) eram soldados no corpo de peças e depois aplicado pó de vidro nos intervalos, para a confecção de vitrais.

Gauguin era um bem-sucedido profissional do mercado financeiro que um belo dia largou tudo para pintar. Depois de viver numa colônia de artistas em Arles, no Sul da França, com Van Gogh, ele passa uma curta temporada na Bretanha e parte para o Tahiti, onde viveria uma experiência seminal. Dudu ainda não fugiu para o Tahiti, mas quem sabe, acabe em Jeri. Bem-sucedido publicitário e excelente Diretor de Arte, com quem criei campanhas premiadas, ele apresenta aqui um conjunto de telas abstratas impressionantemente belas, onde a técnica de concentração e explosão atingem um clímax belíssimo.

Esta exposição lembra uma champanhe gelada na beira de uma praia da Polinésia. Ah, Thomas, o fotógrafo, tinha um vizinho que pintava telas que os ninguém entendia. Depois de revelar e ampliar essas fotos do crime, ele começa a entender os quadros.

Nós todos somos um pouco como Thomas. E Blow Up vai nos fazer entender em uma estética que não sabíamos que existia. Tim tim!”

Paulo Linhares

Antropólogo, ex-publicitário e Presidente do Instituto Dragão do Mar

Em cartaz até o dia 7 de março de 2019, na Multigaleria. Visitação de terça a domingo, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Acesso gratuito.

► [FOTOFESTIVAL SOLAR] Exposição “Terra em Transe’’

Um filme. Um livro. Uma exposição. A carne treme. A terra treme. Há Terra em Transe. Violência e paixão: onde está o meu rosto? Quem matou o meu filho? Amor? Amor só de mãe. A imagem alucina. A fotografia está com os dias contados. A carne treme. Há Terra em Transe. A bomba relógio vai explodir.

Curadoria Diógenes Moura

Escritor, curador de fotografia, roteirista e editor. Premiado no Brasil e exterior, acaba de publicar O Livro dos Monólogos (Recuperação para ouvir objetos) pela Editora Vento Leste. Escreve sobre abandono, imagem e existência. Vive em São Paulo, à beira do abismo.

Em cartaz até 31 de março de 2019, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE). Visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 19h, com acesso até as 18h30; e aos sábados e domingos, das 14h às 21h, com acesso até as 20h30. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.

► [FOTOFESTIVAL SOLAR] Exposição “O retrato na pintura, na fotopintura e na fotografia”

Até o século XIX, o retrato pintado a óleo sobre tela era um privilégio das camadas mais abastadas das sociedades. Ocupando o espaço central do quadro, posado na frente de um fundo contextualizado e cercado por mobília, adornos e adereços, o retratado impunha ao espectador a visão que este deveria ter, de reverência e adoração, na esteira da arte religiosa. Personalidades foram perpetuadas em palá
 

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