Música: Espetáculo “Somos Todos Nós Assim” reúne compositores cearenses

· Arte do evento (facebook)

Três grandes compositores e cantores, de distintas gerações da música brasileira feita a partir do Ceará, se reúnem em um novo e intenso espetáculo. SOMOS TODOS NÓS ASSIM é o mote/tema/mantra da união de vozes, violões, poesia e canções entre Isaac Cândido e Davi Duarte (desde os anos 1990, dois dos mais aclamados compositores cearenses, autores de canções reconhecidas por sua força dramática e criatividade harmônica, melódica e poética) e Pedro Frota, uma das vozes de mais belo timbre da nova cena musical cearense, chamando atenção pela beleza e sensibilidade de suas interpretações.

Unidos pela ousada opção em fazer uma música que não encontra fronteiras em modelos, tendências, nichos ou rótulos, os três artistas se entregam no palco ao público, ao mesmo tempo em que o provocam, instigam, conclamam: “Ei, você, parado nessa plateia…”. “Cômicos de bar, mágicos de Oz, místicos demais, sôfregos de dor… Somos todos nós assim. Somos todos nós, enfim”.

O espetáculo foca, em um formato inovador, sobre os atrativos líricos e musicais das composições de Isaac Cândido, em parceria com autores como Marcus Dias, Alexandre Silva, Rogério Lima e Dalwton Moura, e das canções de Davi Duarte, ambos compositores consagrados no Ceará desde a chamada geração 90, que também contou com nomes como Kátia Freitas, Edmar Gonçalves, Serrão, Paulo Façanha, Marcus Caffé, Aparecida Silvino, Marcílio Homem, entre outros.

Muitos se lançaram na música desde a década anterior, mas foi principalmente a partir de 1995 que a maioria deles deram forma mais definida ao seu projeto poético, harmônico, melódico, a partir do lançamento de dezenas de discos autorais, no primeiro grande momento catalisador de novos álbuns a partir da lei estadual de incentivo à cultura.

Passados mais de 20 anos, Isaac Cândido e Davi Duarte, consolidados como compositores aclamados e referências para as gerações que se seguiram, se unem no palco, em uma parceria criativa inédita, e recebem de braços abertos outro compositor, cantor e violonista que chama atenção pelo talento e pelo timbre de voz: o jovem Pedro Frota, que vem trabalhando com nomes como o pianista Thiago Almeida e o contrabaixista Miqueias dos Santos. Sempre chamando atenção pelo belo, sensível e suave vocal, assim como pela presença no palco e composições.

Isaac, Davi, Pedro, essa trinca de nomes bíblicos se propõe fazer do palco um chão sagrado para semear canções e convidar os ouvintes e espectadores a uma fruição mais atenta, potente, detalhada. Como compor junto o repertório, cantar junto mesmo sem soltar a voz, cuidar para que os silêncios, contrapontos, percepções, imagens, respiros também façam parte da tessitura incerta, improvisada e imprevisível do novo espetáculo. Que traz um esmero em elementos como figurino e presença cênica, mas faz questão de manter, como cerne e como objetivo, como origem e como fortaleza, a intensidade plena da palavra e da música.

“Se você faz a música pra cantar… Se você faz a música pra virar palavra”, anunciava Davi Duarte em seu belíssimo segundo álbum, não por acaso intitulado Palavra música. “Verbo azul, verbo encarnado, como amar, sofrer, mentir. Dizer que não procura mais o verbo. E que ele vem naturalmente”, cantava Isaac em seu disco de estreia, escandindo sobre melodias e harmonias complexas as intrigantes palavras do poeta Marcus Dias.

Com direito a clássicos do repertório de Isaac e parceiros (como Máquina, Descontrole, Brisa, Quase, Coroa, Disneylândia, Outros motivos, entre muitas outras), de Davi (Outra canção, Bússola, Noite, Nenhum medo, O que eu queria, entre várias possibilidades) e a canções inéditas de autoria de Pedro Frota, o show também revela ao ouvinte músicas até hoje intocadas pela mão do tempo, sejam novas composições ou gemas guardadas nas paredes da memória e nos baús de chaves de há muito escondidas, esperando o sol brilhar.

SOMOS TODOS NÓS ASSIM, o espetáculo, que conta com direção dos próprios Isaac, Davi e Pedro, em parceria com o compositor e jornalista Dalwton Moura e com o jornalista e crítico de música Marcos Sampaio, expressa renovada certeza da enorme qualidade da música brasileira feita no Ceará. Propõe um reencontro do público local com três dos grandes nomes dessa cena. Mais do que isso: expõe a urgência desse (re)conhecimento, diante da extrema qualidade, da indisfarçável beleza, do incontido sentimento do mundo presente e potente nessas canções. Que o Brasil precisa conhecer e cantar e viver e amar, a hora é agora. Ao ouvinte, o convite está feito, Sejamos todos nós enfim!

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