Teatro: Grupo XIX de Teatro apresenta O Cinema Como Presença

Resultado cênico do Núcleo de Pesquisa O Cinema Como Presença, orientado e coordenado por Luiz Fernando Marques, diretor artístico do Grupo XIX de Teatro, de São Paulo, quatro obras audiovisuais serão apresentadas de 7 a 10 de agosto, de sábado a terça-feira, com ingressos gratuitos e transmissão pelo Zoom.

Durante 8 meses, o Núcleo orientado por Luiz Fernando Marques baseou sua pesquisa no estudo e reflexão sobre o tensionamento entre o teatro e o audiovisual. O núcleo teve seu início no formato on-line com estudos sobres as possibilidades do fazer teatral dentro do ambiente digital. Ao final, quatro obras audiovisuais se apresentam numa relação direta com o publico via plataforma digital. São elas: DENTRO de Milton Aires, com direção, roteiro e atuação de Milton Aires; Simulacro, com concepção de Sol Faganello; Contínua, com direção e roteiro de Carol Gierwiatowski; e O Nome da Peça, com concepção de Ivan Alves

(Confira as sinopses abaixo).

O que define a presença no teatro? Como trazer o teatro para a tela plana? “A pandemia estabeleceu novas fronteiras de apresentação. A presença se transformou em plasma fantasmagórico. A imagem ganhou mais corpo com o teatro, os corpos ganharam mais elasticidade com o cinema. A geografia da criação redefiniu o ao vivo, o presencial, o interativo. As geografias se dissolveram. Dublin, Curitiba, Manaus, São Paulo, Bruxelas, Goiânia, Belo Horizonte, Vila Maria Zélia, sala do Zoom. As coxias foram temporariamente substituídas pelas janelas das webcams. A cena segue, assombrando o olhar do público e projetando a sobrevivência política do artista do teatro”, reflete Luiz Fernando Marques.

A pesquisa é uma das ações que fazem parte do projeto XIX Ano 19: Crise e Insurreição, contemplado pela 35ª edição do programa Municipal de Fomento ao teatro para a cidade de São Paulo, e que está ocorrendo de maneira inteiramente remota, em função da pandemia.

Sinopses e ficha técnicas das obras

DENTRO de Milton Aires

Um homem confinado em fantasmas de encontros amorosos. Ele flerta com lugares de seus desejos e memórias, procura dentro de si por algo que é ele mesmo e se vê preso em um sonho surreal que mais parece um filme. Um filme dentro do filme.

Ficha técnica:

Direção, roteiro e atuação: Milton Aires. Textos adaptados: Guimarães Rosa, José Saramago, Wagner Schwartz. Orientação/provocação: Luiz Fernando Marques (Lubi) e Flávio Rodrigo Orzari. Colaborações: Núcleo de Pesquisa Cinema com Presença – O filme da minha Live. Apoio de técnico: Patrick Mendes. Vídeo incidental: Cena do filme Cinema Falada de Caetano Veloso. Músicas: Um Sonho (Nação Zumbi); Yo Te Amo (Tim Maia).

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Simulacro

Uma pessoa, uma voz, uma imagem distante, um espectro de presença busca comunicação. A partir de estudos sobre copresença na virtualidade uma performer propõe uma experiência de participação e interação com o espectador em busca do afeto. Ela afeta ou é afetada?

Ficha técnica:

Concepção: Sol Faganello. Orientação: Luiz Fernando Marques (Lubi) e Flávio Rodrigo Orzari. Colaborações: Núcleo de Pesquisa Cinema com Presença – O filme da minha Live.

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Contínua

Uma mulher comum percebe que, de repente, sua voz sumiu. E voltou com diferentes vozes que dublam sua fala e uma narração que comenta e manipula o seu cotidiano. Em meio ao tom cômico e sarcástico da narrativa que beira o absurdo, imagens fantasmagóricas da realidade provocam o público a tentar descobrir o que aconteceu com esta mulher. Contínua é uma autoficção que propõe uma reflexão sobre os roubos de protagonismo e a perda da narrativa da própria vida.

Ficha Técnica:

Direção e texto: Carol Gierwiatowski. Elenco principal: Carol Gierwiatowski. Narradora: Tatiana Ribeiro. Elenco de dubladores: Aline Rodrigues, Gabi Costa, Marília Pêra, Natália Martins, Raul Lorenzetti, Tainah Azevedo e Thaís Peixoto. Edição e montagem: Carol Gierwiatowski e Rafael Barone. Captação e edição de áudio e trilha sonora original: Rafael Barone.

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O Nome da Peça

Qual o limite do elo materno, até onde os preconceitos estruturais limitam nossas relações com nossa família? São questões que o artista tenta levantar nessa peça que não lembra bem o nome.

Ficha técnica:

Concepção: Ivan Alves. Orientação: Luiz Fernando Marques (Lubi) e Flávio Rodrigo Orzari.

Serviço:

Grupo XIX de Teatro e Núcleo de Pesquisa O Cinema Como Presença.

De 7 a 10 de agosto – Sábado e segunda-feira, às 20h. Domingo e terça-feira, às 15h.

Duração: 50 minutos.

Classificação etária: 18 anos.

Ingressos: Grátis. Reservas em sympla.com.br/grupoxixdeteatro

Transmissão: Plataforma Zoom.

Ficha técnica:

Orientação: Luiz Fernando Marques (Lubi). Co-orientação: Flavio Rodrigo Orzari. Artistas Criadores: Carol Gierwiatowski, Ivan Alves, Milton Aires e Sol Faganello. Designer Gráfico: Jonatas Marques. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli. Produção: Grupo XIX de Teatro (Cristiani Zonzini e Andrea Marques).

Sobre os Núcleos de Pesquisa

Os núcleos são coletivos formados a partir de seleções – que já chegaram a atingir o número de 600 inscritos –, que ao longo do ano e sob a orientação dos artistas do Grupo XIX de Teatro, desenvolvem pesquisas nas áreas de atuação, direção, dramaturgia, corpo e direção de arte. É nesse projeto que os artistas da companhia conduzem pesquisas sobre temas que lhes interessam individualmente, e que, mais tarde, acabam influenciando o trabalho da trupe como um todo.

Sobre o Grupo XIX De Teatro 

Formado em 2001, o Grupo XIX de Teatro desenvolve pesquisa autoral que deu origem aos espetáculos Hysteria, Hygiene, Arrufos, Marcha Para Zenturo (em parceria com o Grupo Espanca), Nada Aconteceu, Tudo Acontece e Tudo Está Acontecendo, Estrada do Sul (em parceria com o Teatro Dell’Argine) e Teorema 21.

Em 2017, o grupo contou com o apoio da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo para o projeto A Estufa e Cidade, resultando na montagem do espetáculo-performance itinerante Intervenção Dalloway: Rio dos Malefícios do Diabo. Em 2018 estreou o primeiro espetáculo infantil, Hoje O Escuro Vai Atrasar Para Que Possamos Conversar, que teve seu processo criativo inspirado pelo romance De Repente, Nas Profundezas do Bosque, do escritor israelense Amós Oz. Em 2021, contemplados pelo projeto XIX Ano 19: Crise e Insurreição pela 35ª edição do programa Municipal de Fomento ao teatro para a cidade de São Paulo, estrearam o espetáculo Infâmia, em formato on-line.

A exploração de espaços não-convencionais, a criação colaborativa e a relação direta com o público nas encenações são elementos constitutivos dessa trajetória. Todos os espetáculos seguem em repertório até hoje tendo sido apresentados em quase uma centena de cidades pelo Brasil e cinco países do mundo com as encenações realizadas em inglês, italiano e francês.

Ao longo de sua trajetória acumula entre prêmios e indicações mais de 15 menções nos principais prêmios do país: Shell, APCA, Cooperativa Paulista de Teatro, Bravo!, Qualidade Brasil entre outros. Em 2017, foi indicado ao Prêmio Shell na categoria Inovação pela manutenção da sede na Vila Maria Zélia, na Zona Leste, e parceria com artistas de áreas diversas.

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