Saúde: Resiliência é pilar importante para superar o luto na pandemia, diz psicóloga Zilma Cavalcante

Zilma Cavalcante (2)

A psicóloga Zilma Cavalcante, fundadora da Universidade Sem Fronteiras, analisa o luto que muitas famílias têm enfrentado durante a pandemia do novo coronavírus. Diferente de situações normais, quando o luto já é difícil, neste momento a dor é potencializada, uma vez que não há despedida, e o velório e enterro precisam ocorrer com número limitado de pessoas.

“Na pandemia, o paciente é isolado, não sendo permitir acompanhar o doente. Não há assistência nas últimas horas da vida, não existe velório e o enterro é limitado, sem a congregação familiar e de amigos, para ajudar a superar a dor da separação, o que terá efeitos profundos na alma”, avalia a psicóloga.

O luto, segundo ela, se torna um “fenômeno da ausência”, não ausência de amor, mas de demonstrar esse amor. Se faltam os rituais de despedida, que são educativos para melhor aceitação da morte, podem surgir problemas psicológicos que precisam de atenção.

A perda é irreparável, mas para superar o luto nessas condições, é necessário resiliência, para que a pessoa enlutada não acabe por adoecer. “Estamos vivendo um momento de luto social, de uma população inteira. A dor do luto é muito maior porque há a sensação maior de impotência diante das circunstâncias de uma realidade”, diz.

 

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