Cinema: Não! Não olhe! de Jordan Peele chega aos cinemas nesta quinta

O cineasta Jordan Peele, vencedor do Oscar, renovou e redefiniu o terror moderno com Corra!, em 2017, e Nós, em 2019. Agora, ele reimagina o filme de verão com o novo épico de terror Não! Não Olhe!, um sombrio e fantástico pesadelo pop de ficção científica, um thriller social complexo que expõe as sementes da violência, do risco e do oportunismo inseparáveis da história romantizada do Oeste Americano…  e do próprio showbiz.

O filme reúne Jordan Peele e o ator vencedor do Oscar, Daniel Kaluuya (Corra!, Judas e O Messias Negro), com Keke Palmer (As Golpistas, Alice) e Steven Yeun (Minari: Em Busca da Felicidade, Okja), ator indicado ao Oscar, como residentes de um vale desértico e isolado no interior da Califórnia que testemunham uma descoberta estranha e assustadora.

Não! Não Olhe! se passa nos arredores de Los Angeles, no árido e sinuoso Vale de Santa Clarita, no sul da Califórnia. É onde situa-se o rancho que os irmãos OJ Haywood (Daniel Kaluuya) e Emerald Haywood (Keke Palmer) herdaram de seu pai, o criador e domador de cavalos lendário na indústria cinematográfica, Otis Haywood Sr. (Keith David, vencedor do Emmy: Crime Sem Saída e Crash – No Limite). Eles querem manter o rancho e dar continuidade ao ofício do pai.

É um negócio difícil, e apesar de suas habilidades e da arte de sua profissão, OJ e Emerald enfrentam desafios financeiros e o desgosto inerente à atividade rural e pecuária. Ao lado do rancho Haywood está o Jupiter’s Claim (Chamado de Júpiter), um parque temático familiar e zoológico baseado na história e estética da Corrida do Ouro da Califórnia. O parque pertence a Ricky “Jupe” Park (Steven Yeun), que o administra com orgulho evangélico. Jupe é um ex-astro mirim marcado por um trágico escândalo que ocupou as manchetes dos tabloides, do qual ele passou toda a vida tentando se libertar.

OJ e Emerald começam a perceber fenômenos inexplicáveis em seu vasto rancho que os leva a um obsessivo labirinto — criar meios filmar e registrar o mistério na câmera. Suas artimanhas para possibilitar a documentação, através de estratégias cada vez mais elaboradas e perigosas, colocam em risco a única coisa que eles realmente têm: o negócio suado de seu falecido pai, que com seu estilo de John Henry, famoso pistoleiro de faroeste, os deixou sob a sua vasta sombra.

Tudo se intensifica ainda mais à medida que os irmãos contratam a ajuda especializada do funcionário da loja Fry’s Electronics, Angel Torres (Brandon Perea: a série The OA, American Insurrection), e do aclamado cineasta Antlers Holst (Michael Wincott: Hitchcock, a série Westworld), à beira da aposentadoria. Quando os esforços e a arrogância da dupla – agora um quarteto – chegam a um beco sem saída, no máximo do efeito catraca, apontando para terríveis consequências, nossos heróis são levados diretamente para o centro de uma tempestade irreversível. O resultado é um espetáculo de horror intenso e original cuja essência são emoções complexas e íntimas.

Não! Não Olhe!  tem roteiro e direção de Jordan Peele, também produtor do filme em parceria com Ian Cooper (Nós, A Lenda de Candyman), pela Monkeypaw Productions. Robert Graf (O Escândalo, Onde os Fracos Não Têm Vez, Bravura Indômita) e Win Rosenfeld (série Hunters, Infiltrado na Klan) assinam a produção executiva.

O filme é coestrelado por Wrenn Schmidt (série For All Mankind) e Barbie Ferreira (série Euphoria), Terry Notary (The Square: A Arte da Discórdia), Devon Graye (Já Não Me Sinto Em Casa Nesse Mundo), vencedor do Daytime Emmy, Donna Mills (série Knots Landing), Osgood Perkins (diretor de Maria e João: O Conto das Bruxas) e Eddie Jemison (franquia Onze Homens e um Segredo).

A equipe de produção artística de Não! Não Olhe! inclui o diretor de fotografia indicado ao Oscar, Hoyte Van Hoytema (Dunkirk, Deixe Ela Entrar); a designer de produção Ruth de Jong (Twin Peaks, Manchester à Beira-Mar); o supervisor de efeitos visuais vencedor do Oscar, Guillaume Rocheron (1917, As Aventuras de Pi); o editor Nicholas Monsour (Nós, Action Point); o figurinista Alex Bovaird (série The White Lotus, Docinho da América). A trilha sonora foi composta por Michael Abels (Má Educação, Corra!), e a vencedora do Emmy, Carmen Cuba (Ataque dos Cães, série Stranger Things) foi a responsável pelo elenco.

Crítica

Não! Não Olhe! é um bom filme naquilo que se propõe, mas pode decepcionar aqueles que esperam reviravoltas semelhantes aos anteriores. Mesmo com suas críticas sociais presentes, esta é uma história mais simples, que lembra muito um episódio de “Além da Imaginação“. Onde Peele reflete sobre a importância dos negros na história de Hollywood e também sobre quem busca dinheiro e fama a qualquer custo. Mas, diferente de “Corra! e Nós” o roteiro peca em vários momentos!

Você tem a sensação que falta algo, como por exemplo, um diálogo para amarrar melhor as coisas ou uma cena para deixar a mensagem do filme mais clara. Ou seja, o diretor quer fazer uma crítica ao consumismo ou a religião? Não tenho certeza.

Não! Não Olhe! é um filme mediano de terror de ficção científica, com boas cenas de ação, que brinca com o cinema B, homenageia e critica Hollywood e não um filme de terror psicológico, algo que se espera ver do diretor. Sem dúvida é o trabalho mais fora da caixinha de Peele, o que vemos na telona do IMAX (sim, este é um filme perfeito para este tipo de tela) é uma ficão científica, cheia de referências de filmes diversos como Tubarão, Jurassic Park, King Kong, Poltergeist e principalmente, O Mágico de Oz, onde se vê tornados levando casas inteiras embora,o nome da personagem de Keke Palmer, Emerald (referência à Cidade das Esmeralda) e o destino final de Dorothy, por exemplo. O próprio diretor comentou essas referências.

O filme ainda faz referências a sci-fis como A Chegada, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, Guerra dos Mundos, entre outros e também a animes como Evangelion (vilão) e Akira (a deslizada de moto de Emerald).

Para finalizar podemos dizer que Nope vale pela experiência, mas não assusta ou perturba, nem cria questionamentos ou reflexões. Alerta para um diretor que teve um excelente começo e que deveria voltar a ter um único foco em seus filmes!

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